segunda-feira, 16 de março de 2015

A INFLUÊNCIA DO PROFESSOR - PARTE 2


O professor reflexivo

 Perrenoud (2002) relata que em cada, ou algum, instante de nossas vidas, refletimos sobre nossas ações, seja durante ou depois, isto porque seres humanos pensam como respiram. Mas pensar e refletir demonstra distinção, conforme o autor, porque “não existe uma solução de continuidade entre o pensamento mais próximo da ação, aquele que a guia, e a reflexão mais distanciada”, porém são flexíveis.

  
O dicionário de língua portuguesa descreve a palavra pensar como: “Formar ideias; raciocinar, meditar; acreditar; tencionar, cogitar; estar preocupado; imaginar; julgar; meditar” e a palavra refletir é mais ampla, sendo: “Fazer retroceder; reproduzir; repercutir; imitar, espelhar; revelar, deixar ver; pensar maduramente, meditar; [...] reproduzir-se, representar-se [...]” (AMORA, 2009, p. 532 – 617).
 
Um professor que reflete e questiona-se, conduz mudanças progressivas em sua vida profissional e, consequentemente, em sala de aula, ressalta Perrenoud (2002), e essa reflexão o leva na conquista de métodos e outros saberes, construindo conhecimentos para novas ações, aperfeiçoando suas práticas.
 
A autonomia e a responsabilidade de um profissional dependem de uma grande capacidade de refletir em e sobre sua ação. Essa capacidade está no âmago do desenvolvimento permanente, em função da experiência de competências e dos saberes profissionais (PERRENOUD, 2002, p.13).

 O mesmo autor continua descrevendo, que a formação acadêmica de um professor será inferior se não tiver formação didática, cujo domínio de conteúdos não será suficiente, se o professor não dominar a forma de ensinar, causando um grande desequilíbrio.

 Porém, descreve Perrenoud (2002), “a preguiça intelectual inibe a prática reflexiva”, pois o ofício de professor exige determinação, escolhas e energia, para que transforme a sua prática em fonte de inovação. Sabe-se hoje, segundo o mesmo autor, que o professor não mais transmite conhecimento, mas constrói experiências formativas, estimulando aprendizagens.
 
Aprender e ensinar só são possíveis pela intervenção do outro. São, portanto, atividades que se desenvolvem por meio de uma relação. No caso da relação com o saber, ela é ao mesmo tempo relação consigo próprio, com o outro e com o mundo, na medida em que esse saber e essa relação ajudam a constituir a identidade do sujeito, a sua particularidade diante dos outros sujeitos e também permitem organizar, pôr em ordem e interpretar o mundo circundante (CORDEIRO, 2010, p. 113).

 Perrenoud (2002) chama a atenção para a necessidade de o professor desenvolver a identidade de formadores, que lutem “contra a exclusão, contra o fracasso escolar, contra a violência; desenvolver a cidadania, a autonomia, criar uma relação crítica com o saber”, garantindo assim, aprimorar sua prática pedagógica com intuito de formar pessoas capazes de pensar, formar para o pensamento e não simplesmente para aceitar informações sem autonomia.
 
            “Os professores não são intelectuais em tempo integral”, confirma Perrenoud (2002), mas para manterem uma postura reflexiva frente a sua prática e aprimorá-la, deve relacionar-se com a sociedade, sem distanciamento. E ainda acrescenta: os professores são “mediadores e intérpretes ativos de culturas, valores, de conhecimentos prestes a se transformar”, não devendo assumir este papel sozinho. 

A prática reflexiva de um professor, conforme Perrenoud (2002) deve ser baseada em dez competências que transforme a ação do ser professor, sendo:
 
Organizar e estimular situações de aprendizagem; gerenciar a progressão das aprendizagens; conceber e fazer evoluir dispositivos de diferenciação; envolver alunos em suas aprendizagens e em seu trabalho; trabalhar em equipe; participar da gestão da escola; informar e envolver os pais; utilizar as novas tecnologias; enfrentar os deveres e dilemas éticos da profissão e gerenciar sua própria formação contínua.

 A seguir, o mesmo autor salienta as diferenças entre um professor e um formador:
Tabela: Diferenças entre um professor e um formador - PERRENOUD, Philippe. A prática reflexiva no ofício de professor: profissionalização e razão pedagógica/ tradução Claudia Schilling. Porto Alegre: Artmed, 2002, p.187 - Digitalizado.

O conhecimento da nutrição é científico e o educador deve buscar este saber, para criar trabalhos de educação nutricional, estimular a aprendizagem e conscientizar sobre os alimentos e a nutrição, aumentando assim o conhecimento do educando, no intuito de mudar as crenças sobre alimentos e nutrição (SCHIMITZ et al, 2008). Mello et al (2004) apresentaram os professores como influenciador importante frente às atitudes do educando. O professor é o centro da equipe da escolar, pois, é quem tem maior contato com os alunos e envolvido na realidade sociocultural de cada um.




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