segunda-feira, 16 de março de 2015

O TEMA É O MEIO AMBIENTE



“O meio ambiente é o endereço do futuro para o qual haverá a maior convergência de demandas entre todas (ZULAUF, 2000)”. O autor descreve que para defender o meio ambiente é necessário ter consciência coletiva e que isto resultará em qualidade ambiental e herança para as gerações que virão. Porém, para que isto seja efetivo é necessário uma educação que conscientize e converta a noção de consumo da população, ou seja, a educação ambiental.
 
A civilização deu um “bum” sobre os recursos naturais, destruindo, significativamente, o ambiente, afirmam Mendonça et all. (2004, p. 11) e continuam, “[...] se os padrões de atividade humana no planeta permanecerem inalterados, a ciência e a tecnologia podem não ser capazes de impedir a degradação irreversível do meio ambiente [...]” 
 
As embalagens é um dos recursos mais importantes da humanidade e também o que mais causa impacto ao meio ambiente, por causa do descarte indevido.
 

3.1 Como a humanidade criou as embalagens


 Para entender melhor, vamos analisar a história das embalagens. Embalagem, conforme Negrão e Camargo, é derivado de embalar, ou seja, protege e carrega como se faz a um bebê, o que demonstra a real função da embalagem, “proteger e transportar”.

 Há mais de dez mil anos, as pessoas com a necessidade de estocar seus alimentos, criaram recipientes feitas por cascas de coco ou conchas do mar, porém com o passar do tempo foram ficando mais elaboradas, conforme Mendonça et all (2004, p. 217), como “tigelas de madeira, cestas de fibras naturais, bolsas de peles de animais e potes de barro”.
 
Mas, continuam os autores, o vidro foi a matéria prima mais usada. No começo do primeiro século d.C., artesão sírios descobriram uma forma de produzi-lo em diversas formas e tamanhos, mas não permaneceu como o mais importante por muito tempo.
 
No começo do século 19, a Marinha inglesa passou a usar latas de aço e as lojas inglesas começaram a vender alimentos enlatados, para só então na Segunda Guerra Mundial, as latas de estanho serem utilizadas, causando o aumento de preço na folha-de-flandres (nome dado ao estanho), “obrigando os produtores de latas a buscar outra matéria-prima, o alumínio” (MENDONÇA et all. 2004, p. 218).
 
Os mesmos autores descrevem que com o avanço tecnológico e os custos menores, surgiram outros materiais que conseguiam não só estocar os alimentos como também transporta-los de um lugar ao outro, surgindo o papel, o papelão e o plástico. Este último, ainda os autores, eram mais leves, baratos e fáceis de produzir. Sobre esta descrição, outros autores relatam que as embalagens plásticas “[...] vêm aumentando de produção e comercialização no decorrer dos últimos anos”. Este aumento é devido ao “baixo custo das embalagens, sua praticidade e disponibilidade de diferentes resinas no mercado” (MOTTA, 2004), proporcionando o envase mais rápido, facilitando transporte os alimentos.
 
Após a Segunda Guerra Mundial, descreve Mendonça et all. (2004), os setores de comércio percebendo as novas demandas e acondicionamentos de novas mercadorias, a instalação de novas fábricas foi necessária e com isso o crescimento de embalagens plásticas.
 
As indústrias brasileiras produzem vários tipos de embalagens específicas a determinados produtos, sendo “incorporadas também novas matérias primas, como o alumínio para latas e o PET para frascos” (MENDONÇA et all, 2004, p. 219).

 Os mesmos autores descrevem que assim como se produzem as embalagens, o descarte dos mesmos aumentava ainda mais o lixo e demorou-se a perceber que esses materiais não se decompunham naturalmente. Sendo assim, é de nossa responsabilidade evitar que isto prejudique ainda mais o meio ambiente, pois “cada gesto nosso tem repercussões sobre todo o planeta. Cada gesto nosso precisa ser consciente” (MENDONÇA et all., 2004, p.12).

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